Não tenho sonhos muito grandes.
Pelo menos, não mais.
Ter sonhos mais alcançáveis é mais prático, mais palpável, mais tranquilo. Mas o que acontece quando você atinge seus objetivos?
Hoje, estou em um lugar que por muito tempo desejei. Estou morando sozinha, em um apartamento decorado do jeito que sempre quis, cada dia mais com a minha cara. Fui promovida no trabalho e, hoje, ainda consigo atuar remotamente na minha área de estudo. Me formei na faculdade e saí de um relacionamento abusivo para um momento em que a minha própria companhia é a melhor parte do meu dia.
Mas me peguei pensando: e agora?
A resposta mais óbvia seria aproveitar e agradecer pelas bênçãos e, quando eu estiver pronta, criar novos objetivos.
Mas o que fazemos quando temos medo dos nossos próprios sonhos? Ao pensar nos meus próximos objetivos, na minha vida no próximo ano e nas minhas metas, comecei a desejar coisas maiores. Sonhos que eu não me permitia ter desde muito nova. E então o medo apareceu: medo de ser vista tentando e medo de falhar na minha trajetória.
Foi aí que me lembrei de uma frase que vi: “mire na lua, pois, se você errar, você já estará entre as estrelas”.
Enquanto luto contra a minha própria síndrome do impostor e o medo de falhar, tenho dado pequenos passos em direção a sonhos maiores. Porque, mesmo que não dê certo, a jornada ainda vai valer a pena.

